segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Indefinição de Serra complica o PSDB

O tempo corre contra o tucano José Serra. É um raro caso de favorito que não assume o favoritismo e nem se capitaliza politicamente com ele.
Serra adia a decisão de concorrer à presidência e com isso empurra o PSDB para o risco. Sua eventual candidatura à reeleição para o governo de São Paulo seria garantia de mais quatro anos de poder. É praticamente certo.
Já uma derrota na disputa pelo Planalto representa o pior dos mundos para o tucano. Seria sua segunda e última tentativa de virar presidente. E equivale a ficar sem cargo eletivo, assistindo de fora da arena política ao muito provável sucesso de Aécio Neves no senado.
Serra hesita. E emperra o PSDB. Quer largar só em março numa corrida que já começou, com Dilma Roussef em plena campanha, correndo o país ao lado de Lula, em busca de uma imagem mais identificada com o povo.
Não por acaso, Aécio Neves cobra para janeiro a definição da candidatura do PSDB. Se esperar pela agenda de Serra, pode comprometer suas próprias chances. E se irrita com pesquisas que o posicionam como vice numa chapa puro-sangue. Os números mostram que o governador de Minas turbina as chances de vitória de Serra.
Nos cálculos do governador de São Paulo, se Dilma alcançar o patamar de 30% de intenção de voto, o risco de derrota aumenta o suficiente para levá-lo à disputa segura por São Paulo.
Enquanto José Serra paga para ver o crescimento de Dilma, o PSDB se enrasca.

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