A madrugada desta quarta-feira (2) foi tranquila no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nas imediações do morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo.
Na última terça-feira (1º), um ônibus foi incendiado na avenida Nossa Senhora de Copacabana e uma bomba foi jogada contra policiais militares na esquina das avenidas Atlântica com Princesa Isabel.
As ações, segundo policiais, foram uma represália às operações da Polícia Militar nos dois morros para a implantação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), iniciadas na última segunda-feira (30). Três suspeitos de praticarem as ações criminosas foram presos durante a noite de ontem, com um galão de gasolina e uma granada.
Policiais civis têm informações de que, em razão da implantação da UPP, os traficantes dos morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo fugiram para o complexo de favelas da Penha, na zona norte.
Segundo agentes, parte dos criminosos tinha a informação de que as comunidades seriam ocupadas e começou a abandoná-las ainda no último domingo (29). O restante da quadrilha permaneceu porque desconfiou que os morros pudessem também ser invadidos por traficantes rivais da favela da Rocinha, em São Conrado, zona sul.
O chefe das duas favelas é um criminoso conhecido como Azul, que sucedeu o antigo dono, Juca Bala. Após contrair uma doença grave, Juca Bala se afastou do comando. Considerados a base da maior facção criminosa do Rio, os complexos do Alemão e da Penha têm servido de abrigo para traficantes que fogem da cadeia ou para aqueles que fugiram de comunidades pacificadas.
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