Um atentado com um carro-bomba num mercado lotado de Peshawar, no Paquistão, matou ao menos 80 pessoas nesta quarta-feira (28). O ataque acontece horas depois da chegada da secretária de Estado norte-americana, Hillary Rodham Clinton, ao país. Ela viajou para mostrar seu apoio à campanha contra a insurgência e estava a três horas da capital, Islamabad, quando aconteceu o ataque. Mais de 200 pessoas ficaram feridas na explosão na principal cidade no noroeste do país. Segundo autoridades, muitos dos mortos eram mulheres e crianças. Ninguém assumiu a autoria do ataque.
A bomba em Peshawar explodiu na movimentada rua comercial Peepal Mandi, na cidade velha, provocando um incêndio que atingiu vários prédios. "Os números estão subindo. Temos mais de 80 mortos, incluindo mulheres e crianças", disse à agência de notícias Reuters Sahib Gul, médico do principal hospital da cidade.Neste mês, o Paquistão deu início a uma nova ofensiva contra os militantes talibãs e contra a rede al-Qaeda na região da fronteira com o Afeganistão. O governo culpou esses insurgentes pelo ataque desta quarta. A explosão provocou incêndio e deixou uma nuvem de fumaça sobre a cidade, destruiu lojas e até uma mesquita. Imagens de uma rede de TV mostraram feridos nos escombros e equipes de resgate tentando salvá-las.
A visita de Hillary tem o objetivo de reforçar as relações EUA-Paquistão em um momento de tensão no país. "Queremos reforçar nossas relações. Não queremos que estas se limitem à luta antiterrorista, apesar desta continuar sendo nossa principal prioridade", explicou.
O Paquistão, cujas zonas tribais servem de refúgio para os talibãs afegãos aliados da rede al-Qaeda, é essencial na estratégia do governo americano de combater o extremismo islâmico.
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