Pesquisadores do Instituto do Coração e da Casa Aids, ambos da USP (Universidade de São Paulo), notaram que o coração de portadores do vírus do HIV pode ser prejudicado pela combinação dos medicamentos durante o tratamento. Para minimizar os riscos cardíacos, a equipe propôs um programa simples de educação e prevenção.
- O problema está nas taxas de triglicérides, que geralmente sobem em consequência do tratamento e aumentam o risco de doenças cardiovasculares, explica o cardiologista Enéas Margins Lima. Além dele, a equipe é formada pelos especialistas Bruno Caramelli, Pai Ching Yu, Daniela Calderaro, Danielle Menosi Gualandro, André Coelho Marques, Tais Viviane Lucas Bezerra, Isabela Giuliano e Adriana Pastana.
Durante 18 meses, 87 soropositivos foram acompanhados e incentivados a adotar estratégias para proteger a saúde cardíaca. Além do atendimento médico, os pacientes receberam informações sobre os perigos do tabagismo e do excesso de sódio na alimentação, além da importância de controlar o peso e da prática de atividades físicas.
Segundo o Dr. Enéas, 99% dos soropositivos que tinham hipertensão conseguiram controlar a pressão. Entre eles, os níveis de colesterol ruim diminuíram, enquanto o bom colesterol, que tendia a ser baixo, aumentou. Metade dos 41 fumantes do grupo parou de fumar. "Eles conseguiram abandonar esse hábito", comemora o cardiologista. Segundo o médico, medidas desse tipo são essenciais para aumentar ainda mais a expectativa de vida dos soropositivos.
O projeto concorre ao Prêmio SAÚDE! 2009, na categoria Saúde do Coração, que acontece nesta terça-feira (24), no teatro do Memorial da América Latina, em São Paulo.
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