terça-feira, 10 de novembro de 2009

Beira-Mar nega que mandou matar traficante rival

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que está sendo julgado nesta terça-feira (10), em Campo Grande (MS), por mandar matar o traficante rival João Morel, em 21 de janeiro de 2001, dentro do Estabelecimento Pena de Segurança Máxima da cidade (ESPM), negou todas as acusações.
- Tudo isso é mentira. São declarações para vender jornal. Se disserem que a Luana Piovani está grávida e que eu sou o pai, vou ser. Tudo para vender jornal. O julgamento começou às 8h45 do horário local (às 9h45 no horário de Brasília), depois de Beira-Mar conversar com os advogados para saber como deveria proceder durante a sessão. O juiz Carlos Alberto Garcete, que preside o Tribunal do Júri, leu as acusações de Beira-Mar. Em seguida, o próprio juiz indagou o traficante em relação às acusações.Beira-Mar respondeu a todas as perguntas e não se calou em nenhum momento. Ele negou as acusações que teria ordenado a morte de João Morel. Em vários momentos, o traficante disse que todos os crimes são atribuídos a ele e para vender jornal. Ele ainda criticou as investigações realizada pela CPI do Narcotráfico. Para o traficante, as comissões são apenas palco político.
O Ministério Público composto por três promotores também fez questionamentos, onde Beira-Mar confirmou ser traficante, mas negou ter plantações de maconha no Paraguai.- Não é preciso ter plantação para vender. É só chegar em cada esquina do Paraguai que eles oferecem maconha, cocaína. É como celular, você não precisa fabricar para vender. É só comprar na esquina. O traficante ainda foi irônico com a promotoria ao responder como fugiu de uma cadeia em Belo Horizonte (MG) pela porta da frente.
- Ué, a porta da frente estava aberta eu fui embora.
O julgamento foi interrompido para um intervalo por volta de 11h.

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