Antes de serem votados, os pedidos de impeachment contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e do vice-governador, Paulo Octávio, devem passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do DF, que dará um parecer [opinião] que pode ou não ser acatado pelos deputados distritais. Quem preside a CCJ é um aliado de Arruda. O deputado Raad Massouh também é do DEMEle assumiu a presidência da CCJ depois que o distrital Rogério Ulysses (PSB) deixou na terça-feira a chefia da comissão depois de ter sido citado no processo que apura um suposto esquema de pagamento de propina dentro do governo do DF. Na comissão, o único membro da oposição é o deputado petista Chico Leite., mesmo partido do governador.Raad Massouh está em seu primeiro mandato na Câmara Legislativa do DF, onde assumiu no lugar da atual secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF, Eliana Pedrosa.Apesar das estreitas relações entre Massouh, o governador Arruda e o vice Octávio, o atual presidente da Casa, deputado Cabo Patrício (PT), afirmou que não vê problema na presença de Massouh à frente da Comissão que iniciará os julgamentos dos pedidos de impeachment contra Arruda.Ele já assumiu como corregedor na época da cassação do deputado Pedro Passos [Passos foi preso pela PF em 2007 durante a Operação Navalha e é acusado de envolvimento com a máfia que fraudava licitações] e o parecer dele foi pela quebra de decoro.Procurada pelo R7, a assessoria do deputado Massouh não retornou a ligação até a publicação desta reportagem.Até agora correm na Câmara Legislativa quatro pedidos de impeachment contra o governo do DF. Dois protocolados na terça-feira por dois advogados e dois protocolados nesta quarta – um do PSOL e outro da Ordem dos Ministros Evangélicos do Gama.A Polícia Federal deflagrou na última sexta-feira (27) a operação Caixa de Pandora, que investiga um suposto esquema de pagamento ilegal feito pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, a políticos aliados – entre eles deputados distritais. O governador nega.
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