O envio de 30 mil soldados suplementares dos Estados Unidos ao Afeganistão, anunciado nesta terça-feira (1º) pelo presidente Barack Obama, só reforçará a resistência, disse nesta quarta-feira (2) o porta-voz do grupo rebelde Taleban à France Presse. A proposta agora será debatida no Congresso dos EUA.
Obama confirmou ontem que a proposta de enviar o número de soldados ainda no primeiro semestre de 2010, ao mesmo momento que também desenhou a retirada dos EUA do país, que tem previsão para julho de 2011, antes da corrida presidencial americana de 2012. Com isso, por volta do meio do próximo ano, os EUA terão aproximadamente cem mil homens no Afeganistão.
O ato do presidente americano foi considerado arriscado pela imprensa internacional. O jornal francês Le Monde chegou a colocar sua manchete como: A aposta arriscada de Obama.
Obama, que ganhou o prêmio Nobel da Paz neste ano em meio a críticas, ironicamente escolheu uma alternativa parecida a políticas de seu antecessor, George W. Bush. O ex-presidente escolheu aumentar o efetivo militar no Iraque para combater rebeldes em um ato que foi considerado bem-sucedido a longo prazo, antes de começar a reduzir o número de americanos envolvidos na guerra no solo iraquiano.
O Nobel da Paz de Obama causou não apenas comoção em gente como o ex-presidente da Polônia Lech Walessa, que disse que o americano ainda não havia feito nada para receber o prêmio, mas fez com que o comitê que dá o prêmio viesse se justificar pela escolha.
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